
Estou partindo. Enfrentarei as fúrias mais violentas da descoberta, tendo como dor maior as correntes marítimas que me puxam. Minha vida deixo aqui para quem quiser lê-la, e parto no meio das brumas, segurando o leme com toda a garra. A bússola me orienta a ser feliz no meu convés desolado. E navegando pelos mares da saudade, meu coração chora à deriva. Sou marinheiro, sou poeta, sou a visão cega do náufrago e a esperança futura. Envio uma mensagem nessa garrafa e só consigo ver as ondas que a arrastam para longe, até sumir no horizonte. Espero que a encontrem, que possam compartilhar comigo minhas alegrias e tristezas. Vai, aqui fico eu. Não, não me afogarei em minhas próprias lágrimas. Se me der vontade, correrei para algum canto isolado da proa, longe de todos os olhos, até dos divinos. Entre âncoras, amores e experiências nunca antes vividas, me afasto desse porto...

2 comentários:
e quando vc voltar para esse porto, haverá alguem te esperando! alguem que sentirá sua falta a cada minuto passado distante de vc! longe desse sorriso singelo, dessa alma pura e desse coração tão bom! Te esperarei!
Ele está aqui do meu lado, em uma lan house, escrevendo algo em meu diário que farei de todo este longo tempo em que não o terei próximo fisicamente, porque, de alguma forma, estamos sempre juntos em pensamento.
Parecia engraçado, parecia até que seria simples mas, depois de ditar este texto que ele escrevera ontem para o mesmo transcrever como Prefácio, meu coração está oprimido.
Ele não faz idéia da importância em minha vida, talvez nem eu faça.
O que importa realmente é que algo me diz que irei chorar dentro em breve.
Eu não queria que ele se fosse ao mesmo tempo em que anseio para que embarque e descubra o mundo lá fora.
Um sonhador, um ponto brilhante de Luz que não se esgota...vai ser sempre o brilho no horizonte enquanto não retornar.
Até agosto, Ewan.
E meu coração me entrega, pois meus olhos já estão marejados.
Eu te amo, meu amigo querido.
Postar um comentário