
Todos nós pertencemos ao planeta Terra, mas quando se está dentro de um navio, é como se participássemos ativamente do mundo. São tantas línguas, etnias, cores e culturas diferentes que ficamos felizes e tristes ao mesmo tempo. Simulando, é igual estar no meio do Viaduto do Chá, em São Paulo, parado no meio da multidão enquanto pessoas vão e vem, correndo contra o tempo e contra seus destinos. 4.000 criaturas a bordo, mas não para sempre. Um cruzeiro termina, outro começa e a infelicidade da solidão penetra em nossos corpos fazendo-nos chorar. Estamos a todo instante rodeados de gente, mas gente que quer sentir de você uma delicadeza, um sorriso, uma prestação gentil. Por fora, só alegria; por dentro, um vazio do tamanho do oceano. Minha família são meus colegas de função. São por eles e para eles que desabafo e empresto o meu ombro para a tão contínua angústia. Mas eu gosto: estou ganhando meu dinheiro, aprendendo a ser homem, crescendo e ajudando a empresa que apostou no meu trabalho.
Sinto saudade de todos, mas não vou desistir. Para àqueles que não acreditaram no meu potencial, estou numa das funções mais desejadas dentro de uma embarcação e adoro o que eu faço, apesar do cansaço. Durmo na Itália, acordo na França e janto em Israel. Estou muito feliz conhecendo pessoas lindas e aprendendo italiano.
Obrigado aos que choraram na minha despedida, ou simplesmente só pelo fato de terem me escrito algo carinhoso, me presenteando com um singelo abraço. Obrigado, obrigado, obrigado.

Um comentário:
adorei seu blog ..parabéns bjs bjs bjs Tyta
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